Quem é a "Rainha do Reboque", denunciada por desvio de R$ 5 milhões em esquema de leilões
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O Gaeco (Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou à Justiça a empresária Priscila Santos, conhecida como "Rainha dos Reboques", pelo crime de peculato cometido 97 vezes por meio da empresa Rebocar Remoção e Guarda de Veículos.
Considerada uma das maiores empresárias de reboque do Rio, Priscila ostenta uma vida de luxo nas redes sociais, com viagens de lancha e fotos em casas de alto padrão.
Ela não esconde o êxito no ramo que escolheu. Daí também veio o apelido de "rainha do reboque",
Nas redes sociais, onde tem mais de 400 mil seguidores,, fotos com roupas de luxo, como Gucci e Prada, além de viagens a Cancún (México) e passeios com golfinhos ou em lanchas, fazem parte da rotina da empresária. Aos seus seguidores, Priscila ostenta cliques em festas de alto padrão, carros e cenários de sua mansão.
R$ 3,5 milhões bloqueados
A pedido do Gaeco, a 32ª Vara Criminal da Capital aceitou a denúncia e determinou o sequestro e o bloqueio de bens da empresa no valor de R$ 3,5 milhões, incluindo carros, imóveis, contas bancárias, investimentos e criptoativos.
Segundo as investigações, entre 2019 e 2021 a empresária realizou leilões sem autorização do Detro e ficou com os valores sem repassar a parte devida à autarquia e aos antigos proprietários dos veículos.
As investigações da Polícia Civil apontam que ela deve R$ 5 milhões ao Estado do Rio. O dinheiro foi arrecadado em leilões de carros rebocados. O valor, no entanto, nunca foi repassado ao governo.
Priscila também é acusada de vender veículos sem notificar os proprietários. A denúncia do Ministério Público aponta ainda o desaparecimento de 59 veículos do pátio da empresa em Campos dos Goytacazes.
O que diz a defesa da empresária - O advogado Adenor Gonçalves, que representa a Rebocar, afirmou, em nota, que faltam provas técnicas para as denúncias do Gaeco.
"A empresa Rebocar já moveu uma ação contra o estado do Rio de Janeiro em razão dos prejuízos causados pelo Detro, no valor de R$ 500 milhões, que está tramitando na 16ª Vara da Fazenda Pública", diz a nota.
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