Parcerias ajudam universidades brasileiras a desenvolver projetos

Professora da Universidade Estadual de Maring√°Sandra Schiavi coordena projeto de fortalecimento de produtores familiares de café - Frank Noon/ British CouncilCom foco [...]

Parcerias ajudam universidades brasileiras a desenvolver projetos

Professora da Universidade Estadual de Maring√°Sandra Schiavi coordena projeto de fortalecimento de produtores familiares de café - Frank Noon/ British Council

Com foco econômico, o projeto incentiva arranjos contratuais e transa√ß√Ķes entre agricultores familiares do Paran√° e compradores de cafés especiais, tanto no Brasil quanto no exterior. O trabalho é feito em parceria com a Universidade Estadual do Kansas, nos Estados Unidos; com a Escola de Engenheiros de Purpan, na Fran√ßa; e com o Instituto Nacional para Pesquisas em Agricultura e a Associa√ß√£o Internacional de Trabalho na Agricultura, ambos na Fran√ßa.

"Os pequenos produtores n√£o conseguem competir em escala, n√£o têm volume, ent√£o, precisam ter qualidade para entrar no mercado. A ideia é que a gente consiga levar para produtores informa√ß√Ķes n√£o só técnicas e agronômicas, de como produzir um café com qualidade superior, mas informa√ß√Ķes sobre mercado e comercializa√ß√£o", explica Sandra.

Ela conta que, com as parcerias internacionais, foi possível, por exemplo, entender o que os compradores consideravam valioso no café especial, que tipo de pr√°tica seria capaz de fazer com que o café valesse mais.

"N√£o é só a qualidade da bebida, mas, por exemplo, a quest√£o de gênero, se é um café produzido por mulheres, quest√Ķes sociais, de local, e outros aspectos s√£o colocados como valor", diz. "O comprador acaba levando em conta a história da produ√ß√£o, que é um atributo de valor para esse mercado".

Hoje, uma parceria com a Capricorn Coffees, empresa que comercializa cafés especiais, possibilitou que o produto desses agricultores brasileiros chegasse à Europa, Austr√°lia e Coreia do Sul.

O projeto, que conta também com o apoio de agências de fomento brasileiras, foi um dos citados no semin√°rio UK-BR sobre internacionaliza√ß√£o e políticas linguísticas na educa√ß√£o superior, que ocorreu esta semana em Londres.

Energia elétrica

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) levou energia elétrica, por meio de energia solar fotovoltaica, para casas da comunidade indígena Nova Esperan√ßa

Alunos do projeto Star, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que levou energia elétricapara casas da comunidade indígena Nova Esperan√ßa - Star Energy

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) levou energia elétrica, por meio de energia solar fotovoltaica, para casas da comunidade indígena Nova Esperan√ßa, na Reserva de Desenvolvimento Sustent√°vel Puranga Conquista. A comunidade fica à margem do Rio Cuieiras, a cerca de duas horas, em uma lancha r√°pida, de Manaus.

"N√£o tem para onde fugir, a demanda por eletrifica√ß√£o rural n√£o é pouca, tem interesse e esse viés faz parte de uma das √°reas de atua√ß√£o do nosso departamento", diz o professor do departamento de Eletricidade da Ufam, Alessandro Trindade.

O projeto, que contou com o financiamento do Fundo Newton, através do British Council, e com apoio da Funda√ß√£o Amazonas Sustent√°vel (FAS) e da Schneider Electric, foi desenvolvido em parceria com a Universidade de Coventry, no Reino Unido.

"A parte de eletrificação rural não era expertise dos pesquisadores internacionais, mas eles trabalham com monitoramento remoto por minicomputadores, que faziam a coleta de dados de como a energia estava sendo consumida na comunidade", explica Trindade.

Como a comunidade é isolada, as visitas eram feitas apenas a cada mês ou a cada dois meses. O monitoramento a dist√Ęncia possibilitou a coleta mais detalhada dos dados.

O projeto Star, que é a sigla para Sistema de energia renov√°vel, sustent√°vele replic√°vel para comunidades ribeirinhas na Amazônia, teve v√°rios desdobramentos além da chegada de energia elétrica. Houve grande envolvimento dos alunos na instala√ß√£o e no monitoramento dos sistemas, a realiza√ß√£o de treinamento e workshops e a produ√ß√£o de uma cartilha sobre energia solar e conserva√ß√£o de energia.

*A repórter viajou a convite do British Council