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Ford Maverick encara a Fiat Toro para saber quem é referência entre as picapes intermediárias

Desafiante, Ford Maverick quer o título de referência entre as picapes intermediárias no Brasil, que hoje pertence à Fiat Toro

Por Redação

21/05/2022 às 14:51:27 - Atualizado há

Com todo respeito à Renault Oroch, a verdade é que a Toro nunca teve uma adversária capaz de ameaçar seu cinturão de referência entre picapes intermediárias.

Tanto que, quando queria uma luta de verdade, a Fiat encarava "pugilistas" de categoria superior, como as versões de entrada de Toyota Hilux, Chevrolet S10 e Ford Ranger, ou partia para o vale-tudo contra SUVs, crossovers e até sedãs. Agora, no entanto, essa busca por um rival à altura parece que está próxima do fim com a chegada da Ford Maverick.

A Toro sobe ao ringue na versão topo de linha Ultra e a Maverick vai de Lariat FX4, a única por aqui. Logo que o gongo toca, a Fiat acerta um primeiro golpe forte. Partindo de R$ 211.190, mas chegando a 215.251 completinha (como a unidade das fotos), é quase R$ 20 mil mais em conta que a picape da Ford, que não sai por menos de R$ 235.190.

Escola norte-americana: Ford Maverick possui design quadradão que remete à irmã maior F-150 — Foto: Renato Durães

Escola norte-americana: Ford Maverick possui design quadradão que remete à irmã maior F-150 — Foto: Renato Durães

Apesar de fabricada no México, a desafiante traz o status de ter sido criada e desenvolvida nos Estados Unidos, a principal "academia" de picapes do mundo, além de ter treinado ao lado de uma das caminhonetes mais marcantes de todos os tempos, a F-150.

Aqui no Brasil, porém, a conversa é outra, e a referência é a Fiat, tanto que as duas picapes mais vendidas do país em 2022 são Strada e Toro — a primeira foi, inclusive, o veículo mais emplacado no primeiro trimestre, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Por isso, podemos esperar uma luta de altíssimo nível!

Ford Maverick Lariat FX4 — Foto: Renato Durães

Ford Maverick Lariat FX4 — Foto: Renato Durães

A Maverick tenta contragolpear com um seguro ligeiramente mais baixo, mas é atingida novamente por ter revisões até 60.000 km e cesta de peças mais caras.

Fisicamente, as duas têm portes semelhantes. Altura (1,73 metro) e largura (1,84 m), por exemplo, são iguais. Com 5,07 m de comprimento e 3,08 m de entre-eixos, a Maverick acaba sendo maior que a Toro em 13 cm e 9 cm, respectivamente.

Ford Maverick Lariat FX4 - ângulos e dimensões — Foto: Autoesporte

Ford Maverick Lariat FX4 - ângulos e dimensões — Foto: Autoesporte

As caçambas também têm capacidades volumétricas semelhantes: 943 litros para a Ford e 937 l para a Fiat. As propostas de utilização, entretanto, são bem diferentes. A Toro pode carregar até 1.010 kg, mas a Maverick não passa de 617 kg. Já com relação à aptidão para o reboque, a picape fabricada em Goiana (PE) puxa só 400 kg, enquanto a gringa arrasta 499 kg.

Capacidade de reboque da Maverick é de 499 kg - 99 kg a mais do que a Toro puxa — Foto: Renato Durães

Capacidade de reboque da Maverick é de 499 kg - 99 kg a mais do que a Toro puxa — Foto: Renato Durães

Esses números mostram que a Toro tem maior capacidade para o trabalho pesado e a Maverick possui um perfil mais voltado para o lazer a céu aberto.

Nas duas, o espaço interno traseiro é apenas ok. Ambas têm assentos confortáveis com descanso de braço central, mas ficam devendo saída de ar para os passageiros. A Maverick, porém, consegue ser mais generosa: acomoda ligeiramente melhor os joelhos dos ocupantes e ainda oferece alguns diferenciais interessantes, como janelinha extra no vidro traseiro e um amplo nicho sob o assento com 73 l de capacidade.

Ford Maverick Lariat FX4 — Foto: Renato Durães

Ford Maverick Lariat FX4 — Foto: Renato Durães

Na parte da frente, a briga continua apertada, mesmo com estratégias diferentes. A Fiat investe em um visual mais high-tech, com painel de instrumentos digital e configurável (tela de 7"") e central multimídia Uconnect 5 com visor de 10,1"" posicionado na vertical.

Fiat Toro Ultra utiliza central multimídia Uconnect 5 com visor de 10,1

Fiat Toro Ultra utiliza central multimídia Uconnect 5 com visor de 10,1"" posicionado na vertica — Foto: Renato Durães

Muito intuitiva, permite pareamento com até dois smartphones simultaneamente e não necessita de cabo para conexão com Android Auto e Apple CarPlay. Pesa contra o freio de estacionamento mecânico roubando espaço entre os bancos, mas mesmo assim a Fiat reservou um nicho para carregamento do celular por indução, item indisponível na rival.

A Ford vai pelo caminho oposto. O painel de instrumentos ainda ataca com dois relógios analógicos separados por uma tela de 6,5"" de boa resolução, mas limitada nas configurações. A central multimídia Sync 2.5 tem tela horizontal de apenas 8"".

Ford Maverick Lariat FX4 utiliza central multimídia Sync 2.5 tem tela horizontal de apenas 8

Ford Maverick Lariat FX4 utiliza central multimídia Sync 2.5 tem tela horizontal de apenas 8"". — Foto: Renato Durães

A interface é boa, contudo faltam recursos. Um exemplo é a necessidade de cabo para se conectar tanto com Android quanto com Apple. O seletor do câmbio e o freio de estacionamento eletrônico abrem espaço na área central para uma infinidade de porta-trecos. Muito bom!

O acabamento interno das duas lutadoras abusa de plástico rígido, no entanto é bem trabalhado, com texturas diferentes. Mas nada que salte aos olhos. Os bancos são revestidos de couro e os apoios de braços são almofadados. A Fiat aposta em algo mais monocromático, enquanto a Ford usa mais as cores. Até nisso elas são diferentes!

No acabamento dos bancos, a Fiat aposta em algo mais monocromático — Foto: Renato Durães

No acabamento dos bancos, a Fiat aposta em algo mais monocromático — Foto: Renato Durães

Acuada no corner, a Maverick consegue se desvencilhar das cordas e encaixar uma rápida sequência de golpes na Toro a partir da força do seu conjunto mecânico, capaz de colocar a Ford entre as picapes mais divertidas ao volante do país. O motor 2.0 turbo de quatro cilindros e 253 cv de potência (mesmo do Bronco, mas com 13 cv a mais) entrega excelentes acelerações e retomadas intensas graças, em parte, ao torque de 38,7 kgfm a 3.000 rpm.

A transmissão automática de oito marchas e o fato de pesar apenas 1.744 kg tonificam o desempenho diferenciado. O zero a 100 km/h acontece em 7,1 segundos, de acordo com teste da Autoesporte. Já o consumo fica devendo, mesmo com sistema start/stop, recurso que a Toro não oferece: 9,1 km/l (urbano) e 13,4 km/l (rodoviário) — números de fábrica.

Fonte: g1
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