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RÉ CONFESSA: candidata a vereadora da Barra de Santo Antônio assume ter sido laranja

Por Redação

16/11/2021 às 20:54:37 - Atualizado h√°

A candidata a vereadora da Barra de Santo Antônio nas elei√ß√Ķes 2020, Marajulia dos Santos Lins (PTB), assumiu que sua candidatura foi "laranja". Segundo ela, a legenda teria fraudado a cota de g√™nero utilizando candidaturas laranjas.

A informa√ß√£o foi divulgada pela própria candidata durante audi√™ncia realizada na comarca de S√£o Luís do Quitunde com o juiz Wilamo de Omena Lopes e o promotor de Justi√ßa Jorge Bezerra.

Ela informou que havia recebido o convite da ent√£o candidata a prefeita, Lívia Carla, apenas para compor a chapa. Ela mostrou que n√£o havia sequer aberto o material de campanha que havia recebido do partido.

Marajulia se candidatou pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o mesmo da atual prefeita Lívia Carla, cujo presidente é o marido da prefeita, Antônio Veríssimo.

De acordo com Marajulia, sabiam da fraude a prefeita Lívia Carla, o marido Antônio Veríssimo e Toninho Pereira, que também foi candidato a vereador pelo PTB e ficou como suplente.

Marajulia recebeu apenas 2 votos, nenhum dos dois foi na sess√£o em que ela vota e disse n√£o saber quem votou nela, j√° que n√£o fez campanha.

Ela informou que fez campanha apenas para Lívia Carla, que inclusive apoiava Toninho Pereira, que é marido da sua prima.

Assim que lan√ßaram meu nome, ficaram tudo com raiva de mim [a família], porque até ent√£o eu tinha jurado a ele [Toninho] que eu ia trabalhar pra ele, quando eu saí candidata ficaram tudo triste. Aí eu cheguei pra ele e disse: olhe Toninho, n√£o fique triste n√£o que é só pra compor a chapa".

A investiga√ß√£o da pr√°tica fraudulenta é comum no Brasil, mas essa é a primeira vez que um candidato assume que foi laranja.

Os candidatos laranjas s√£o, em sua maioria, mulheres chamadas para preencher a cota mínima de 30% do sexo feminino, prevista no ¬ß 3¬ļ do artigo 10 da Lei 9.504/97. As mulheres se candidatam formalmente, mas na realidade n√£o fazem campanha, nem se lan√ßam à popula√ß√£o com o intuito de angariar votos, como foi o caso de Marajulia. A pr√°tica é considerada fraude ao pleito eleitoral. A pessoa que se prop√Ķe a registrar a candidatura em troca de favores eleitorais pode sofrer san√ß√Ķes.

Além da responsabilidade da candidata, é necess√°rio investigar o autor intelectual que incentivou e promoveu os meios necess√°rios para que a ilicitude fosse cometida, que nesse caso foram, segundo Marajulia, a atual prefeita Lívia Carla e o marido e presidente do partido Antônio Veríssimo.

A coligação elegeu 3 vereadores: Adálio Rios, Robson da Farmácia e Marinete Parteira.

Os vereadores que n√£o foram eleitos por causa da coliga√ß√£o denunciaram o crime eleitoral e est√£o confiantes com base no julgamento proferido pelo TSE, onde o respectivo Tribunal votou por cassar toda a coliga√ß√£o que esteve envolvida com o esquema fraudulento no Piauí.

O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) j√° havia decidido pela cassa√ß√£o de toda a coliga√ß√£o. O entendimento foi mantido pelo TSE. O ministro-relator, Jorge Mussi, inaugurou esse entendimento, e foi acompanhado pelos ministros Tarcísio Vieira de Carvalho, Luís Roberto Barroso e Rosa Weber, que acompanharam seu entendimento.

Na vis√£o de Mussi, em se tratando de elei√ß√Ķes proporcionais, sem as candidaturas laranjas os partidos n√£o teriam conseguido cumprir as exig√™ncias necess√°rias para participar do pleito, portanto, todo o conjunto de candidatos acabou sendo beneficiado.

O julgamento foi em setembro de 2019 e decidiu cassar toda a coliga√ß√£o que disputou as elei√ß√Ķes para vereador no ano de 2016.

Fonte: Cadaminuto.com.br
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