Sa√ļde Brasil

Sintomas de dengue podem se confundir com os da Covid; especialista explica diferenças

Por Redação

06/05/2021 às 20:04:52 - Atualizado h√°
Segundo diretora do Departamento de Vigil√Ęncia em Sa√ļde de Ribeir√£o Preto, dores no corpo e febre s√£o comuns no in√≠cio das doen√ßas, mas coronav√≠rus afeta, principalmente, as vias respiratórias. Médicos explicam diferen√ßas entre sintomas da dengue e da Covid

Quando o guarda noturno João Geraldo Soares Pinto começou a se sentir mal, pensou que estava resfriado. Depois, como não melhorou, começou a suspeitar que tinha sido infectado pelo coronavírus, em Ribeirão Preto (SP).

"Há muitos anos, eu já tinha tido um resfriado idêntico. Eu fui achar que era Covid já mais para frente, quando comecei a perder o apetite e perder uns quilos muito rápido", diz.

Em busca de uma confirma√ß√£o, ele e a mulher foram v√°rias vezes à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA). Até que resolveram pagar por um exame particular e o resultado foi positivo, mas para dengue.

Febre, dor intensa no corpo, dor de cabe√ßa. Por causa da pandemia, quem apresentou um desses sintomas, desconfiou primeiro da Covid-19. Segundo a diretora do Departamento de Vigil√Ęncia em Sa√ļde, Luzia M√°rcia Romanholi Passos, embora os sinais sejam parecidos, a principal diferen√ßa entre a Covid e a dengue est√° no sistema respiratório.

"Essas doen√ßas causadas por v√≠rus, no come√ßo do quadro cl√≠nico, elas t√™m febre, dor no corpo e, às vezes, dor de cabe√ßa. Tanto para Covid como para a dengue, esses tr√™s sintomas v√£o aparecer no in√≠cio da doen√ßa. Dor de garganta, nariz entupido, congest√£o nasal e também a tosse n√£o s√£o sintomas de dengue. Quando o paciente tem esses sintomas, temos que investigar Covid", explica.

Perdas de olfato e paladar s√£o indicadores importantes, mas n√£o s√£o decisivos, de acordo com a diretora.

"Muitos falam para nós "n√£o perdi o gosto, n√£o perdi o cheiro, ent√£o eu n√£o tenho Covid?" N√£o, nem tudo mundo ocorre isso. É bom que a gente oriente", afirma Luzia.

Exame para diagnóstico de dengue em Ribeir√£o Preto

Reprodução/EPTV

A médica infectologista Ariadne Silvério diz que mesmo identificando os sintomas de forma mais clara, a testagem é o caminho mais seguro.

"Tudo depende de quando a pessoa procura atendimento. A dengue até o terceiro dia da doen√ßa, a gente pode fazer um teste. Depois do terceiro dia, a gente tem outros testes e nem sempre a gente pode fazer em seguida. Por exemplo, do 1¬ļ até o 4¬ļ dia da dengue, a gente faz o teste do NS1, depois do 6¬ļ dia é que a gente faz a sorologia."

Queda nos n√ļmeros

Enquanto no primeiro quadrimestre deste ano o coronavírus infectou 30.227 pessoas, a dengue afetou 168 moradores em Ribeirão Preto. No mesmo período de 2020, foram 16.537 confirmados com dengue.

A explica√ß√£o para a queda, segundo Luzia, é que parte da popula√ß√£o j√° est√° imune ao v√≠rus da dengue que est√° circulando mais neste ano.

"Em 2021, a maioria dos exames que a gente fez nos poucos casos que tivemos a gente viu que a circula√ß√£o est√° predominando do sorotipo 1. Do sorotipo 1, nós j√° tivemos grande parte da popula√ß√£o que j√° teve dengue, mas os jovens e as crian√ßas talvez n√£o."

Cartaz alerta para atendimento preferencial para pacientes com sintomas de dengue em Ribeir√£o Preto, SP

Arquivo/Cedoc/2020

Luzia ressalta que os cuidados precisam ser mantidos para as duas doenças, principalmente porque um vírus não impede a ação do outro ao mesmo tempo no organismo humano.

"Uma doença não impede que a outra ocorra, por isso a gente não pode baixar a guarda dos criadouros e todas as medidas de controle do mosquito. A gente pode ter dengue e Covid, inclusive ao mesmo tempo."

Fonte: G1
Comunicar erro
Alagoas Em Dia

© 2021 Alagoas Em Dia
Notícias o tempo todo

•   Política de Cookies •   Política de Privacidade    •   Contato   •

Alagoas Em Dia