Cidades Alagoas

Grupo protesta em frente a hospital veterinário em Maceió e denuncia mortes de animais

Por Redação

06/05/2021 às 12:33:07 - Atualizado há
Manifestantes acusam hospital de maus-tratos e negligência. HVT informa que está à disposição dos tutores para esclarecimentos. Polícia abriu investigação. Tutores de animais relatam maus-tratos e negligência em hospital veterinário de Maceió

Tutores de animais protestam nesta quinta-feira (6) em frente ao Hospital Veterinário do Trabalhador (HVT), no Barro Duro, em Maceió. Eles denunciam a unidade por maus-tratos, negligência e mortes dos seus animais.

A manifestação teve início às 10h e acontece após repercussão da morte do cachorro Lock, um Husky Siberiano de 7 meses, que estava internado no HVT desde o dia 17 de abril com uma pata quebrada e que morreu no hospital na terça (4).

Depois de o caso viralizar na internet, outros tutores se queixaram de ter passado por uma situação semelhante. Unidos, eles decidiram protestar pelo fechamento do hospital.

"Estamos aqui pacificamente, cerca de 30 pessoas reunidas. Nós queremos mostrar para as pessoas de Maceió o que está acontecendo aqui neste hospital, para que elas não passem pelo que estamos passando. Eu trouxe o meu animal com a pata quebrada e ele saiu daqui morto. Esse hospital precisa ser fechado o mais rápido possível. A justiça tem que ser feita", disse Ronald Mikael, tutor do Lock.

Em um vídeo gravado durante o protesto (assista acima), alguns tutores narram drama vivido e acusam hospital pelas mortes dos seus animais.

Ao G1, o HVT informou que está à disposição dos tutores para qualquer esclarecimento. Sobre o cachorro Lock, o hospital já havia dito que fez os procedimentos necessários, mas que a morte dele foi uma fatalidade.

Tutores de animais mortos protestam em frente ao HVT, em Maceió

Ronald Mikael

Polícia Civil e OAB investigam denúncias contra o HVT

Na quarta, o delegado Leonam Pinheiro, da Polícia Civil, também informou à reportagem que a polícia recebeu denúncias sobre o hospital e disse que vai apurar o caso, analisar e responsabilizar os proprietários do local. O dono do local foi intimado.

A advogada da Comissão do Bem-estar Animal da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB-AL), Rosana Jambo, informou à reportagem que recebeu mais denúncias de pessoas que passaram pelas mesmas situações de Lock e Nina.

"Inúmeros casos já nos chegaram e nós informamos ser necessário registrar a queixa na polícia e também iniciar o processo ético disciplinar contra o médico (dono do hospital). Formalmente, quem tem os dados são o Conselho Regional de Medicina Veterinária e a Polícia. Tenho vídeos e relatos diversos de animais cirurgiados sem anestesia. Animais que vieram a óbito sem tratamento, maltratados", disse Rosana Jambo.

Rosana também disse que o responsável pela clínica pode ser processado por crime de maus-tratos, com pena de 2 a 5 anos de prisão. Além disso, ele pode responder por erro médico, negligência, e receber um processo ético disciplinar do CRMV-AL.

Fonte: G1
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