Polícia Brasil

Dr. Jairinho praticou sessão de tortura contra Henry semanas antes da morte do menino e mãe sabia de agressões, diz polícia

Por Redação

08/04/2021 às 07:04:45 - Atualizado h√°
Monique Medeiros teria ido ao sal√£o de beleza no dia seguinte ao enterro do filho. Vereador Dr. Jairinho é preso pela morte do menino Henry Borel, no Rio

Reprodução

O vereador Dr. Jairinho teria praticado pelo menos uma sess√£o de tortura contra o menino Henry Borel semanas antes da morte da crian√ßa. Ainda segundo as investiga√ß√Ķes, a m√£e de Henry, Monique Medeiros, sabia de agress√Ķes. Jairinho teria se trancado no quarto para bater no menino.

O casal foi preso na manhã desta quinta-feira (8) por suspeita da morte da criança. Eles estavam na casa de parentes de Monique em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Investigadores da 16ª DP (Barra da Tijuca) afirmam que o garoto foi assassinado. Policiais descobriram que Dr. Jairinho agredia o menino com chutes e golpes na cabeça e que a mãe sabia disso pelo menos desde fevereiro. Henry morreu no dia 8 de março.

A pol√≠cia ouviu pelo menos 18 testemunhas e reuniu provas técnicas que descartam a hipótese de acidente — levantada pela própria m√£e da crian√ßa em seu termo de declara√ß√£o na delegacia.

Monique Medeiros, m√£e do menino Henry, é presa por suspeita de envolvimento na morte da crian√ßa

Reprodução

Além de dois laudos periciais, de necropsia e de local - realizado nas tr√™s visitas ao apartamento 203 do bloco 1 do Condom√≠nio Majestic, no Cidade Jardim, na Barra da Tijuca - dados extra√≠dos dos telefones celulares do casal, apreendidos no √ļltimo dia 26, formaram um conjunto de elementos para embasar o pedido do delegado Henrique Damasceno, que comanda as investiga√ß√Ķes.

Os policiais descobriram ainda que, após o in√≠cio das investiga√ß√Ķes, o casal apagou conversas de seus telefones celulares. Suspeitam, inclusive, que eles tenham trocado de aparelho. A per√≠cia do Instituto de Criminal√≠stica Carlos Éboli (ICCE) usou um software israelense, o Cellebrite Premium, comprado pela Pol√≠cia Civil no √ļltimo dia 31 de mar√ßo, para recuperar o conte√ļdo.

Em rela√ß√£o a Monique, m√£e de Henry, que namorava o vereador de 2020, os policiais levantaram informa√ß√Ķes sobre o comportamento dela após a morte do filho que chamaram a aten√ß√£o. Primeiro que ela chegou a trocar de roupa duas vezes até escolher o melhor modelo, toda de branco, para ir à delegacia.

M√£e foi ao sal√£o de beleza no dia seguinte ao enterro

Outra que, no dia seguinte ao enterro, Monique passou a tarde no sal√£o de beleza de um shopping na Barra da Tijuca. Tr√™s profissionais cuidaram dos pés, das m√£os e do cabelo da professora, que pagou R$ 240 pelo servi√ßo.

A primeira importante prova que chegou às m√£os dos investigadores foi um laudo assinado pelo médico legista Leonardo Huber Tauil, feito após duas autópsias realizadas no cad√°ver da crian√ßa, nos dias 8 e 9 de mar√ßo.

No documento, o perito do Instituto Médico Legal (IML) descreve que a crian√ßa sofreu "m√ļltiplos hematomas no abdômen e nos membros superiores", "infiltra√ß√£o hemorr√°gica" na parte frontal, lateral e posterior da cabe√ßa, apontou "grande quantidade de sangue no abdômen", "contus√£o no rim" e "trauma com contus√£o pulmonar".

A causa da morte foi por "hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente [violenta]".
Fonte: G1
Comunicar erro
Alagoas Em Dia

© 2021 Alagoas Em Dia

•   Política de Cookies •   Política de Privacidade    •   Contato   •

Alagoas Em Dia