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Confusão por causa de taxista sem máscara termina com passageiro chamado de 'macaco' em BH: 'Só queria chegar em casa'

Por Redação

19/11/2020 às 19:53:19 - Atualizado h√°
Caso é investigado pela Pol√≠cia Civil. Aos militares, motorista negou acusa√ß√Ķes 'Eu só queria chegar em casa', disse Valdir Dorotheio de Jesus Pinto

Dannyellen Paiva/TV Globo

"Eu programei um domingo maravilhoso com minha fam√≠lia, eu só queria chegar em casa". Esse é o desabafo de Valdir Dorotheio de Jesus Pinto, que relata ter sido v√≠tima de inj√ļria racial na semana em que é comemorado o Dia da Consci√™ncia Negra. O caso é investigado pela Pol√≠cia Civil de Minas Gerais.

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM), Valdir pegou um táxi no bairro Floresta, na Região Leste de Belo Horizonte, e seguiu para o Centro. O passageiro contou aos policiais que, ao entrar no carro, pediu para o motorista colocar a máscara e ele não gostou disso.

Ainda segundo o registro da PM, o passageiro disse que, ao chegar ao destino, o condutor não desligou o taxímetro e o valor da corrida passou de R$ 8,60 para R$ 8,90, o que motivou uma discussão.

O taxista teria gritado e mandado que o homem descesse do ve√≠culo. Ele também teria dito que o cliente n√£o precisava pagar a corrida. O homem saiu do carro, entrou em um prédio, mas a confus√£o continuou.

De acordo com o relato do passageiro, foi quando ele saiu do imóvel para conversar com taxista que os xingamentos aconteceram. Além de ter sido chamado de "ladr√£o" e "macaco", ele afirmou ter sido agredido com um soco no peito.

"Ele armou para me bater, apertou meu pescoço. A vontade era tão grande de me agredir que abaixou a máscara e me chamou de macaco", afirmou o consultor.

No boletim de ocorr√™ncia, a vers√£o do motorista é outra. Ele alega n√£o ter xingado o passageiro e disse que revidou após ter sido empurrado. O taxista disse ainda que amigos do passageiro cercaram seu carro.

O registro da PM ainda traz a vers√£o de duas testemunhas, que confirmaram os xingamentos.

"A gente espera que a justiça aplique com veemência o que está na letra da lei e o judiciário entenda que o racismo estrutural e institucional está presente", disse o advogado da vítima, Gilberto Pereira.

Nesta quinta-feira (19), a Pol√≠cia Civil informou que abriu uma investiga√ß√£o no dia 8, data em que teria ocorrido a inj√ļria racial, para apurar as circunst√Ęncias do crime.

"As partes foram conduzidas à delegacia, prestaram esclarecimentos e foram liberadas. A investiga√ß√£o segue em andamento", informou por meio de nota.

"Estou me sentindo muito mal. Eu j√° passei por situa√ß√Ķes de inj√ļria racial, n√£o t√£o constrangedoras, e deixei passar batido. Eu quero justi√ßa e n√£o quero deixar de exercer a cidadania. As pessoas n√£o podem ficar caladas e deixar pra l√°", desabafou Valdir Pinto.

Fonte: G1
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