Moradores relembram coqueiro símbolo de Maceió, o Gogó da Ema, que caiu há 65 anos

Moradores relembram coqueiro símbolo de Maceió, o Gogó da Ema, que caiu há 65 anos
Coqueiro ficou famoso por causa do tronco torto, ficou de pé durante 45 anos e virou cartão postal da cidade. Queda do coqueiro conhecido como gogó da ema completa 65 anos

Moradores de Maceió relembraram a queda do coqueiro batizado como Gogó da Ema, que tombou no dia 27 de julho de 1955. Ele foi plantado na região da Ponta Verde onde se manteve de pé durante 45 anos. Virou símbolo da cidade e ganhou esse nome por causa do formato torto do tronco, causado por uma praga de insetos que atacou o coqueiro nos primeiros anos de vida.

Segundo os registros históricos, o Gogó da Ema foi plantado por uma moradora antiga, Constância Araújo, e se tornou local de encontros de amigos e ponto turístico de Maceió. Foi também inspiração para poetas e músicos. Em 1961, os compositores Luis Vanderlei e Miguel Lima fizeram uma música em homenagem ao coqueiro.

O historiador e pesquisador José Bilú tem um acervo que conta parte dessa história. Ele conta que o Gogó da Ema foi capa de revistas e cadernos e também deu nome a um prêmio cultural de Alagoas.

"O símbolo que representava Alagoas. E era conhecido no mundo todo. Inclusive poesias, músicas e tinha também aquela parte do turista aqui na época, o turista vinha aqui pra conhecer como era aquela curiosidade", disse Bilú.

Coqueiro símbolo de Maceió tombou há 65 anos

Reprodução TV Gazeta

Registros históricos mostram que o coqueiro foi plantado na área próxima ao atual farol de Ponta de Verde, que na época não existia. Por isso, jangadeiros e pescadores que voltavam do mar tinham o Gogó da Ema como referência.

O historiador Alberto Rostand reforça a importância do coqueiro para a história de Maceió. E lembra quando seu pai contou sobre o dia da queda do coqueiro.

"Eu recordo bem porque meu pai sempre falou disso e o aniversário dele é dia 28. Na época estava tudo programado para eles fazerem um piquenique na sombra dos coqueirais, ali na beira mar da Pajuçara, Ponta Verde no caso. Era o sítio do Chico Zu e na véspera aquele piquenique foi desfeito. Foi uma calamidade em Maceió porque o Gogó da Ema caiu", contou o historiador.

O Gogó da Ema caiu por causa do avanço do mar. Os governantes da época tentaram reerguer o coqueiro e até um guidaste foi usado mas não deu certo.

"Inclusive o engenheiro, dr Jesus, que é alagoano, tentou recuperar, tirar foto... mas tem um detalhe: quando ele caiu ali, tinha vários moradores e tiraram o quê dele? O palmito, que é como se fosse o coração", contou José Bilú.

Como homenagem ao símbolo da cidade foi construída a praça Gogó da Ema, na Ponta Verde, que tem no centro um monumento ao coqueiro.

Moradores lamentaram queda do coqueiro que se manteve de pé durante 45 anos, em Maceió