Uma mulher que afirmava ser a “filha secreta da princesa Diana” e que havia sido presa após assassinar brutalmente o proprietário do imóvel onde morava e esfaquear o gato dele, foi condenada nesta semana. Habiba Naveed, de 35 anos, disse à polícia que era “Jesus” e que tinha sido “enviada para eliminar o mal do mundo”. Ela ficará por “tempo indeterminado” numa instalação psiquiátrica da Justiça do Reino Unido.
A vítima foi Christopher Brown, de 72 anos, um advogado que dividia a casa com Habiba, e que ela considerava um amigo, em Londres (Inglaterra). Segundo os promotores, ela sofria de esquizofrenia paranoide e estava em surto psicótico no momento do crime, segundo informações publicadas no site da Metropolitan Police.
O crime aconteceu em agosto do ano passado. Habiba contou à polícia que acreditava que Brown tinha matado a própria mãe e que ele era “o mal em pessoa”. Disse ainda que ouviu uma voz três vezes mandando que ela o matasse.
Ela então o golpeou com uma panela e o estrangulou o senhorio. Depois, acreditando que o “espírito maligno” havia entrado no gato de estimação da vítima, Snow, ela pegou uma faca e cortou o pescoço do animal.
O corpo de Christopher foi encontrado na sala de estar, coberto por um roupão. A autópsia confirmou que ele morreu por traumatismo craniano causado por pancadas violentas.
Após o crime, Habiba enviou uma mensagem ao irmão dizendo que era Jesus e que “havia vencido o diabo na noite anterior”. À polícia, ela repetiu:
“O diabo me atacou e eu venci.”
Ela também dizia ter ligação com a família real britânica, acreditando ser filha da princesa Diana com Dodi Al-Fayed, casal que morreu em um trágico acidente em Paris (França) em 1997.
A promotora responsável pelo caso explicou que o estado mental de Habiba havia se deteriorado nos dias que antecederam o crime, e que ela agiu completamente fora da realidade. Já o juiz afirmou que a acusada fazia uso frequente de cannabis, o que piorou o estado de psicose.
Emocionados, colegas do escritório onde Christopher trabalhava prestaram homenagens durante o julgamento.
“Ele era muito mais que um homem de 72 anos morto por sua colega de casa, ele era um chefe, parceiro, um homem gentil”, disse uma das funcionárias entre lágrimas.
Um primo do advogado também leu uma declaração, dizendo que Christopher era um “homem bondoso e atencioso, que sempre se colocava à disposição da família e dos clientes”.
Fonte: TNH1