O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), enviou ao Conselho de Ética, nesta sexta-feira (15), quatro representações que solicitam a cassação do mandato do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Eduardo é investigado por suposta obstrução à Justiça e coação no curso de processo judicial no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar se licenciou do cargo e foi para os Estados Unidos, de onde passou a denunciar “abusos” do ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Também foram apresentadas três representações do PT e uma do PSOL.
O PT sustenta que as ações do parlamentar são articuladas para “coagir, intimidar ou retaliar membros do Poder Judiciário brasileiro”, em especial o relator da ação penal contra Jair Bolsonaro e do inquérito da tentativa de golpe de Estado em curso no STF, o ministro Alexandre de Moraes.
Eduardo Bolsonaro alega que é “perseguido político”. Ele afirma que a taxação comercial imposta pelos Estados Unidos contra a economia do Brasil só será revista com “anistia geral e irrestrita” a todos os condenados pela hipotética tentativa de golpe de Estado para anular as eleições presidenciais de 2022.
A pauta da anistia foi uma das reivindicações da oposição durante o motim de parlamentares na primeira semana de agosto, quando deputados anunciaram obstrução na Câmara e no Cogresso.
Com Diário do Poder