O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou o pedido de revogação da prisão preventiva do tenente-coronel Rodrigo Bezerra Azevedo, réu na ação que investiga a suposta “trama golpista”. O militar faz parte do grupo “Kids Pretos”, agentes militares especializados em operações especiais.
A defesa do réu pediu a revogação de sua prisão preventiva, com o argumento de que os fatos que levaram à sua prisão teriam sido supostamente praticados “em recorte temporal inegavelmente distante” do tempo da decretação da prisão.
Os advogados destacaram ainda a “ausência de elementos concretos que justifiquem a prisão preventiva”, uma vez que, de acordo com eles, “não foram apresentados quaisquer elementos concretos de periculosidade, mas formulados apontamentos abstratos da gravidade dos delitos indevidamente imputados”.

Tenente-coronel Rodrigo Bezerra Azevedo, o ‘Kid preto’. (Foto: Reprodução).
A Procuradoria-geral da República foi contra o pedido de revogação. No parecer, destacou que “a gravidade concreta dos delitos, a lesividade das condutas e os perigos de reiteração delitiva e de obstáculo à instrução criminal são motivos suficientes para evidenciar a contemporaneidade e justificar a manutenção da custódia cautelar”.
“A compreensão é, portanto, de que a restrição excepcional da liberdade de ir e vir do requerente ainda se revela necessária, adequada e proporcional e não pode ser eficazmente substituída por medidas cautelares alternativas neste momento”, afirmou a PGR.
Na decisão, Moraes, que é relator da ação da suposta “trama golpista”, afirmou total restrição da liberdade de ir e vir do réu, pelo mesmo está presente nos requisitos de manutenção da prisão preventiva.
“Efetivamente, portanto, destaca-se a necessidade de resguardar a ordem pública e a instrução processual penal, tendo sido corroborado pelo recebimento da denúncia em face do custodiado, inexistindo qualquer fato superveniente que possa afastar a necessidade de manutenção da custódia cautelar”, disse Moraes.
O ministro já havia decidido pela continuidade da prisão preventiva do militar tanto em janeiro quanto em abril, justificando a medida como essencial para preservar a ordem pública e assegurar o bom andamento da investigação criminal.
Fonte: DiáriodoPoder