O Instituto Médico Legal (IML) de Roraima liberou nesse domingo (22) o corpo do menor Paulo Henrique Medeiros Soares, de 16 anos.
Ele foi decapitado e esquartejado dentro do Centro Socioeducativo (CSE) Homero de Souza Cruz Filho (CSE), em Boa Vista, no início da noite de sábado (21).
O corpo, segundo uma servidora, foi entregue à família no meio da tarde.
Paulo Soares foi decapitado e teve o braço e perna, ambos esquerdos, arrancados dentro de um dos quartos do bloco C da unidade por volta das 18h45. No quarto dele havia outros 15 acolhidos, todos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Antes do crime, os executores cantaram, bateram palmas e, durante esse “rito”, mataram o adolescente de forma bárbara e cruel. Eles usaram pedaços de louças sanitárias para cometer o homicídio. O corpo foi encontrado durante a troca de equipes de plantão na unidade.
“Eles bateram palmas, cantaram, tudo para mostrar o índice de maldade”, disse o coronel Paulo Macedo, titular da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), que gere o CSE junto com a Secretaria de Trabalho e Bem Estar Social (Setrabes).
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Corpo do jovem foi liberado pelo IML para sepultamento — Foto: Inaê Brandão/G1 RR
Paulo Soares estava apreendido no CSE desde a sexta-feira (20). Ele havia sido detido na noite de quinta (19) suspeito de envolvimento no roubo de um celular. Ao entar na unidade ele disse que era ligado à facção PCC, mas lá dentro, de acordo com servidores, foi descoberto que ele tinha relação com o grupo rival, o Comando Vermelho. A Sejuc nega.
“Temos o maior cuidado de identificar a facção do interno que chega à unidade. Esse adolescente [Paulo Henrique] se declarou ser do ‘time’ do PCC. Sendo assim, foi colocado junto com o pessoal do PCC e passou sexta-feira [20]. No sábado [21] mataram ele e não sabemos o motivo. É especulação dizer que ele era do Comando Vermelho”, sustentou Macedo em entrevista ao G1 no domingo.
Como medida de segurança, internos de facções rivais são mantidos em áreas separadas do CSE desde o ano passado. Mesmo assim, o clima é de tensão na unidade, que passa por uma reforma emergencial em razão de uma série de rebeliões ter danificado o prédio nas últimas semanas.
Fonte: G1