A Bolívia se prepara para às eleições do país vizinho neste domingo (17) e pela primeira vez em quase duas décadas, a hegemonia da esquerda, representada pelo Movimento ao Socialismo (MAS), está sob forte ameaça.
Sem o ex-presidente Evo Morales na disputa, impedido pela Justiça, e com o atual mandatário Luis Arce fora da corrida por escolha própria, o MAS chega ao pleito dividido e enfraquecido.
A sigla lançou dois candidatos com baixa performance nas pesquisas: o senador Andrónico Rodríguez e o ex-ministro Eduardo del Castillo. O racha interno se aprofundou com Morales pedindo que seus apoiadores anulem o voto — um gesto que escancarou a crise no campo progressista.
Do outro lado, a direita tenta capitalizar o vácuo. O empresário Samuel Doria Medina, conhecido por controlar redes de fast food como Burger King e Subway no país, lidera algumas pesquisas. Em outras, o ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga aparece à frente.
Ambos prometem soluções imediatas para a falta de dólares e combustíveis que afeta o cotidiano dos bolivianos.
Além da presidência, os bolivianos também escolhem os 36 senadores e 130 deputados ao Congresso Nacional entre 2025 e 2030.
A votação vai até as 16h no horário local (17h em Brasília), e os primeiros resultados devem sair ainda na noite de domingo.
Com Diário do Poder