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1 de 1 Braço machucado - Metrópoles - Foto: Material cedido ao Metrópoles

Uma adolescente, de 17 anos, relata ter vivido momentos de tensão durante uma corrida de aplicativo, no início desta semana, em Santa Maria. Segundo ela, o motorista que a levava para lanchar com uma amiga, tentou dopá-la, fazendo com que ela tivesse que se jogar do carro, ainda em movimento.

Ao Metrópoles, a jovem contou que, logo ao entrar no carro, o motorista iniciou uma conversa estranha. “Ele falou assim: ‘vou deixar os vidros fechados, porque o cheiro aqui está muito bom’. Só que eu, pelo menos, não senti cheiro algum naquela hora”, comentou.

Segundo a adolescente, depois disso, ela retrucou, dizendo que estava com calor e iria abrir os vidros. Só que, de acordo com o relato, ele não aceitou e disse que iria ligar o ar-condicionado.

Em seguida, segundo a passageira, o motorista perguntou se ela estava usando algum creme ou perfume. A adolescente narrou que, nesse momento, começou a sentir um mal-estar e ficou bastante nervosa, principalmente pelo fato de que o homem teria entrado na rua errada, alongando a corrida.

“Quando vi que as coisas estavam ficando estranhas, pois estava com a sensação de que iria apagar, eu pulei do carro. Não pensei em nada, só queria sair daquela situação”, afirmou. “Quando eu pulei, o motorista perguntou se eu iria fazer aquilo mesmo com ele. Acho que ele ficou cerca de cinco minutos parado, até que ele desistiu e foi embora”, descreveu.

Veja como ficou a adolescente, após pular do carro:

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A adolescente disse que sentiu que iria “apagar”

Material cedido ao Metrópoles

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Nesse momento, decidiu pular do carro, temendo pela própria segurança

Material cedido ao Metrópoles

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A família registrou o boletim de ocorrência

Material cedido ao Metrópoles

Segundo ela, a rua estava bastante deserta. Ela disse que foi até um um casal com uma criança e pediu ajuda. “Fiquei traumatizada. Não tenho mais coragem de pegar qualquer corrida por aplicativo. Além disso, uma coisa que me preocupa é que ele sabe onde eu moro”, desabafou. “Estou tentando seguir a vida normalmente, melhorando aos poucos”, acrescentou a adolescente.

A família da adolescente registrou o boletim de ocorrência na 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria), que investiga o caso. O Metrópoles, por enquanto, não vai citar o nome da empresa e do motorista envolvidos, pelo fato das apurações da Polícia Civil (PCDF) estarem em andamento.

Outro lado

Procurada pela reportagem, a Associação Brasileira de Tecnologia e Mobilidade (Amobitec) disse que as empresas associadas acompanham de perto todas as denúncias feitas pelos usuários e usuárias, com a máxima seriedade e avaliam cada caso individualmente para tomar as medidas cabíveis.

“A Amobitec reforça que, no passado, várias denúncias dessa natureza relativas a viagens em plataformas foram investigadas pela Polícia Civil e, até onde se tem conhecimento, em todos os casos, as autoridades pediram o arquivamento após o inquérito policial, já que, de acordo com as investigações, não houve elementos de prática de crime”, informou a nota.

De acordo com a Amobitec, algumas decisões judiciais, proferidas em Santos (SP) e no Rio de Janeiro, condenaram usuárias a pagarem indenização por danos morais ao motorista após “ficar comprovado que as denúncias eram infundadas”.

O Metrópoles divulgou o caso da atriz Luisa Perissé, filha de Heloísa Perissé. Ela foi condenada após acusar injustamente o motorista de aplicativo Paulo Sérgio Guimarães de tentar dopar uma passageira em 2022. Na decisão, foi estipulado que a atriz pagasse o valor de R$ 10 mil em indenização, mas ainda cabe recurso.

O caso começou em maio de 2022, quando uma mulher chamada Juliana Leiroz publicou nas redes sociais que tinha sido dopada em uma corrida de aplicativo no Rio de Janeiro. Ela disse que Paulo Sérgio usou um spray dentro do carro que a deixou zonza.

Juliana afirmou que, assustada, encerrou a viagem e desceu do veículo. Logo depois, postou tudo nas redes sociais, expondo a foto e o nome do motorista. Luisa Perissé republicou o conteúdo e aumentou a repercussão do caso.

Confira a nota completa da Amobitec:

As empresas associadas à  Associação Brasileira de Tecnologia e Mobilidade (Amobitec) acompanham de perto todas as denúncias feitas pelos usuários e usuárias com a máxima seriedade e avaliam cada caso individualmente para tomar as medidas cabíveis.

A Amobitec reforça que no passado várias denúncias dessa natureza relativas a viagens em plataformas foram investigadas pela Polícia Civil e, até onde se tem conhecimento, em todos os casos as autoridades pediram o arquivamento após o inquérito policial, já que, de acordo com as investigações, não houve elementos de prática de crime.

Algumas decisões judiciais, proferidas em Santos (SP) e no Rio de Janeiro, condenaram usuárias a pagarem indenização por danos morais ao motorista após ficar comprovado que as denúncias eram infundadas.

Nenhuma das denúncias que chegaram à imprensa e que foram investigadas encontrou materialidade no sentido de uso de substâncias entorpecentes ou dopantes de qualquer natureza por motoristas de aplicativos. Desta forma, em nenhum dos casos o inquérito policial apontou indícios de prática de crime ou determinou o indiciamento do suposto motorista agressor.

As associadas da Amobitec são receptivas às denúncias recebidas e têm o compromisso de zelar pela segurança dos usuários dos serviços, assim como dos motoristas parceiros, sempre se colocando à disposição das autoridades competentes para colaborar nos termos da lei.

Fonte: Metropoles

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