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Criado em 20 de agosto de 1975 como uma ação da extensão cultural da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), o Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore acaba de completar meio centenário de existência sem comemoração alguma.

Com as portas fechadas por riscos de desabamentos de rebocos, desde meados do ano passado que aguarda recursos para viabilizar a restauração do antigo palacete Boaventura de Amorim. No projeto consta a construção de um anexo, no terreno ao lado, com quatro pavimentos, praça de acolhimento, espaços para exposições, loja-café, biblioteca, laboratórios de tratamento e conservação de acervo, moderno auditório, setor para a pós-graduação e um restaurante com vista para a Avenida da Paz.

Enquanto não consegue incluir no seu orçamento os recursos para estes investimentos, a Ufal mantém o Museu com as portas fechadas.

Museu do Théo Brandão

Foi o professor, médico e folclorista Theotônio Brandão Vilela, o Théo Brandão, que começou tudo ao ceder 10 mil peças de seus exemplares de arte popular, resultado do coletado por quase trinta anos, para a instalação do Museu, ainda no Campus Tamandaré, Pontal da Barra, oferecendo suporte didático às pesquisas e estudos desenvolvidos nas áreas social e cultural.

Reunia as peças do Museu do Homem, cópias da cerâmica marajoara e dos remanescentes indígenas de Palmeira dos Índios e Porto Real do Colégio, objetos do artesanato indígena nativo e de outros países, arquivo sonoro sobre os folguedos alagoanos, coleção contendo cinco mil slides sobre o folclore do Brasil e de outras regiões do mundo. xilogravuras, iconografia, esculturas em madeira, ex-votos e coleções de postais de temática folclórica e popular.

Solenidade de inauguração da nova sede do Museu Théo Brandão em 20 de agosto de 1977

Após o falecimento do dr. Théo Brandão, em 1982, a Universidade Federal de Alagoas também recebeu da família fotografias, folhetos de cordel, livros, discos, filmes em super-8, fitas de vídeo, slides e fitas cassete de antigas manifestações da cultura popular.

Indicado por Théo Brandão, seu primeiro diretor foi o historiador Fernando Antônio Netto Lobo. A sua primeira exposição foi aberta no dia da criação do Museu. O tema era “Alagoas e as reminiscências Portuguesas”.

Em 1977, a Ufal transferiu os cursos de Humanas para a Cidade Universitária, no Tabuleiro do Pinto, e o Museu esteve na iminência de ficar sem suas instalações.

Museu Théo Brandão antes da reforma de 1999

Como no final de 1976 a Ufal tinha fechado a Residência Universitária Masculina (RUMA) e o Lar da Universitária Alagoana (LUA), o prédio nº 1.490 da Av. da Paz foi cedido ao Museu Théo Brandão, que ali se instalou oficialmente no dia 20 de agosto de 1977, durante a realização da V Festa do Folclore Brasileiro.

O famoso prédio do Museu, que foi construído no final do século XIX ou início do seguinte pelo comerciante português Boaventura Rodrigues de Amorim, ganhou suas varandas com cúpula mourisca no final da década de 1910, quando já pertencia ao dr. Arthur de Mello Machado. Nessa reforma, recebeu também decorações em gesso, aplicadas por dois artesãos portugueses.

Antes de ser adquirido pela Ufal, o palacete foi utilizado até 1962 como anexo do Hotel Atlântico.

Fonte: História de Alagoas

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