Na madrugada de 9 de julho, Moscou realizou o maior ataque com drones da guerra, enviando 728 veículos aéreos não tripulados e mísseis hipersônicos, poucos dias após o presidente Donald Trump confirmar novo envio de armamentos à Ucrânia.
O foco do ataque incluiu cidades a oeste da Ucrânia, em especial Lutsk, além de infraestrutura militar, aeroportos e rotas logísticas. As defesas ucranianas conseguiram interceptar a maioria dos drones usando mísseis e interferência eletrônica, mas alguns mísseis passaram, causando danos estruturais e pelo menos uma morte confirmada no oeste, além de oito vítimas na região de Donetsk.
O presidente Zelenskiy denunciou a investida como terrorismo e pediu sanções mais duras sobre exportações russas, como petróleo, destacando que a escala da ofensiva só reforça a necessidade de apoio ocidental.
Nos EUA, Trump reverteu uma pausa na entrega de armas e prometeu enviar sistemas de defesa antiaérea, incluindo Patriot, além de considerar sanções pesadas contra quem compra energia russa. Também houve críticas diretas a Putin, Trump afirmou que a presidência russa está cheia de “besteiras”.
O ataque representa uma escalada nos combates e revela a intensa capacidade produtiva russa, cerca de 170 a 190 drones produzidos diariamente. Por sua vez, a Ucrânia continua ampliando seus sistemas de defesa e retaliou com drones em território russo, resultando em mortes civis na região de Kursk.
Com DiariodoPoder